Jogue: Her Story

Jogue: Her Story

Her Story foi um jogo em que assim que eu terminei de jogar, pensei “eu preciso fazer com que todo mundo jogue isso” e saí falando pra todo mundo que eles precisavam jogar no exato momento em que eu falei. Isso é um reflexo do tanto que eu gostei do jogo. E quando você pega ele a primeira vez e abre pra jogar, você pode pensar “mas por que ela ficou tão animada e gostou tanto desse jogo?” e só quando você termina ele, você consegue perceber o por quê.

Foi desenvolvido para IOS, Mac e Windows por Sam Barlow em julho de 2015.

Ele é um jogo que te coloca no papel de um detetive, que está investigando sobre o sumiço de Simon Smith, relatado por sua esposa, Hannah Smith, a qual é dona do rosto mais familiar que você verá no jogo inteiro. Você começa o jogo numa tela de um computador – aparentemente bastante antigo – logado numa espécia de programa de “busca”, da delegacia. O seu papel é assistir aos vídeos de depoimento dados em 1994 e descobrir o que aconteceu na história em questão. A pessoa nos vídeos é sempre a mesma e você acaba se familiarizando com o seu rosto ao decorrer dos vídeos.

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O jogo te coloca numa tela de pesquisa com a palavra MURDER já pesquisada e alguns vídeos aparecendo em baixo, e aí a partir daí que você começa o seu processo de investigação. O jogo inteiro é basicamente procurar por palavras chaves e assim conseguir acesso a mais vídeos e tentar entender o que aconteceu. Poderia ser um jogo bem maçante, uma coisa bem parada e sem nenhuma novidade, mas a cada vídeo que você assiste, mais atiçada fica a sua curiosidade, fazendo com que você queira realmente saber o que aconteceu com Simon Smith e quem é a mulher dando os depoimentos: seria ela uma vítima? Assassina?

A atriz Viva Seifert, que fez o papel da mulher nos vídeos, consegue passar tudo o que o seu personagem queria passar. É extramente talentosa e só por causa dela é que conseguimos chegar a um desfecho na história. (Ou não!) Ela fez o papel tão bem que recebeu o prêmio de performance no Game Awards de 2015. Muitíssimo merecido! 😉

O que eu achei mais legal no jogo é o jeito em que ele nos apresenta a história: temos somente a parte dos depoimentos da mulher, não temos acesso a parte em que seriam as perguntas dos polícias que a interrogaram. O que torna a história ainda mais interessante por que além de descobrir o que aconteceu na história, você também fica com uma curiosidade em saber o que os policias estão perguntando e falando com a mulher. É claro que algumas partes são um pouco óbvias, algumas perguntas você consegue facilmente adivinhar quais são, entre outras coisas. O jogo também te desperta um lado um pouco voyer por que você está remexendo no passado de uma mulher que foi interrogada pela polícia. Sem contar que você está em um computador que não é seu e que contem alguns arquivos e lixeira e é impossível não bisbilhotar em todos os lugares em procura de alguma coisa que lhe possa ajudar.

Assim como eu mencionei no começo desse post, eu recomendo muito que todos joguem Her Story por que é simplesmente incrível. É um jogo independente que merece muita visibilidade por ser tão bom! Joguem, espalhem a palavra! 🙂 E contem pra gente quais são as SUAS teorias sobre a história do jogo!