Assassin’s Creed: a adaptação do enredo dos jogos para o cinema

Assassin’s Creed: a adaptação do enredo dos jogos para o cinema

Para você que é fã da franquia Assassin’s Creed e, assim como eu, pirou ao saber que um filme sobre a história seria produzido, eis aqui um texto com algumas considerações.

Ok, devo admitir que comecei a assistir com a expectativa bem alta. Tá aí o primeiro erro. Geralmente, como já pudemos vivenciar inúmeras vezes, filmes baseados em jogos ou em livros não são tão bons quanto suas origens. Tendo isso em mente, já aviso para você diminuir suas expectativas..

Diminuiu?

Certo, diminui mais… BEM mais.

Vamos ao resumo (bem resumido mesmo) da história: lá no primeiro Assassin’s Creed acompanhamos Desmond Miles. Ele é sequestrado pela indústria Abstergo por ser descendente de Altair, antigo membro da Ordem dos Assassinos. De acordo com o que eles acreditavam, Desmond seria capaz de descobrir onde estava escondida a Maçã do Éden – artefato antigo de grande poder.
Para isso, ele é submetido à uma máquina chamada Animus – um simulador 3D – capaz de reviver as memórias de seu ancestral como se realmente estivesse em sua pele. A ideia era que pudessem descobrir os passos de Altair até o artefato para encontrá-lo e conseguirem controlar seu poder.
No decorrer da história a gente descobre que a indústria é, na verdade, uma fachada criada pelos Templários atuais – guerreiros religiosos que lutam a favor da igreja católica contra a expansão de outras religiões.
A Ordem dos Assassinos foi criada justamente para ir de encontro aos Templários e permitir a liberdade religiosa, além de proteger a Maçã do Éden e impedir que caiam em mãos erradas.

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Esse é basicamente o enredo em que o filme foi baseado. Porém, notei algumas diferenças que o tornaram, de certa forma, inferior ao jogo:

1. O personagem principal do filme e seu ancestral não existem nos jogos. Até aí tudo bem, poderiam apenas ter mudado os nomes e tal (no jogo é Desmond, no filme é Cal).. mas não, inventaram toda uma história de background totalmente sem pé nem cabeça. Meio que o que acontece com a Alice, de Resident Evil.

2. Criaram outros personagens para interagir com Cal dentro da Abstergo, coisa que não existe nos jogos. A ideia era justamente manter esse clima de suspense, onde Desmond estava isolado do mundo, tendo contato com apenas dois humanos (o cientista e a moça que era uma assassina infiltrada) e preso dentro de um “laboratório”.

3. Esses outros personagens criados para interagir com Cal acabam sendo outros descendentes de assassinos que também estavam sendo submetidos ao Animus. Uma falha grave, na minha opinião. No jogo, Desmond foi sequestrado justamente por ser único, descendente de Altair que seria o último assassino a ter tido contato com a Maçã do Éden. Não existiam outras pessoas sendo submetidas ao Animus no jogo.

4. No final do filme, todos eles aparecem vestidos como se vestiam antigamente, usando armas de antigamente e conseguem se misturar à uma multidão de pessoas como se fosse tudo normal. Por favor, né? Quem não iria prestar atenção em pessoas vestidas como na Idade Média? E ainda conseguem assassinar quem seria o vilão da história, dono da Abstergo (que também não existe no jogo. Ele, na verdade, deveria ser Warren Vidic, cientista e funcionário da indústria).

5. Todo o enredo é basicamente iniciado e terminado em um filme, diferente dos jogos.. onde a Maçã do Éden passa pela proteção de diversos assassinos e seu rastreio é bem demorado.

6. Poucas cenas marcantes dos jogos são reproduzidas no filme, coisa de duas ou três pelo que pude notar.

Imagino que para quem não conhece os jogos, o filme pode se tornar muito mais interessante. Mas, para quem já acompanha, é um tanto quanto frustrante.

Você notou mais alguma grande diferença? Se sim, conta pra gente aqui nos comentários.