Review | Logan

Review | Logan

Quando me disseram que Logan tinha a intenção de ser um filme mais adulto confesso que torci o nariz e fiquei com medo deles estragarem um dos meus X-Men favoritos, por isso, a primeira coisa que quero deixar clara aqui é: eles não estragaram nada.

No último filme de Hugh Jackman (vários X-Men e Gigantes de Aço) como Wolverine,  podemos ver que o esforço da Fox pra finalmente entregar algo bom, deu certo. Logan, é ambientado num futuro não muito distante onde já quase não existem mais mutantes, em 2029, e temos não um Logan ou Wolverine lutando por ai, mas sim um cansado senhor ‎James Howlett trabalhando como motorista de limousine e cuidando secretamente de seu amigo/professor/paizão/idoso Charles Xavier (Patrick Stewart – X-Men e Star Treck). Tudo tranquilo, até que seu caminho se cruza com Gabriela, interpretada por Elizabeth Rodriguez (Orange is the New Black) e ela pede ajuda desesperada pra salvar a menina Laura (Dafne Keen).

Sua jornada para salvar a pequena X-23 acontece no meio de muita violência, muito mais do que você está acostumado, com lutas mais reais, mais puras e muito mais sangrentas, aqui fica claro o porque de ser um filme não voltado para o público infantil… Mas, ao mesmo tempo que as lutas são brutais, os laços familiares e os assuntos sentimentais são também muito mais explorados e expostos, os lados humanos sobressaem os lados mutantes dos personagens e a gente vê muito mais do que apenas seus poderes.

A pequena Laura impressiona com muito pouco, durante as cenas de ação e luta você fica boquiaberto (e ao mesmo tempo preocupado) com uma menina tão pequena e tão poderosa e durante todas as outras, seja com Logan, seja com Xavier, sem dizer nada passa o sentimento certo na medida certa e carrega o filme com uma suavidade e profissionalismo que dá gosto de ver. Certamente vamos ver muito da pequena Dafne por aí.

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“Mas Julia, isso aí tá parecendo um drama qualquer, cadê meu filme de super-herói?” Acredito que uma das escolhas mais sábias pra esse filme foi torná-lo independente do universo X-Men. Os fãs que gostam demais quando um filme emenda no outro, ou tem piadinhas internas só pro “verdadeiro fã” (hur-dur) realmente se sentirão órfãos aqui, é um filme dos X-Men que exige o mínimo de conhecimento sobre o assunto, quase não se fala sobre mutações e isso o torna aceitável para o público geral. Você não precisa gostar de heróis pra gostar de Logan, ou melhor, você não precisa entender nada de heróis pra apreciar Logan como o filme incrível que ele é. Logan é um filme sobre Logan e sobre como seu maior poder é ser humano.

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Os vilões são pontuais e apesar de aparecerem durante muito tempo o tempo todo, do tipo “dá um tempo meu!”, são apenas capangas a maior parte do tempo,senti falta do grande vilão por trás de todo o plano maligno, aquele que não morre nunca e que sempre volta pra atormentar.
As atuações de Jackman e Stewart são impecáveis dentro da liberdade que interpretar alguém com a idade tão avançada (Xavier com +90 e Wolverine com sabe Deus quantos muitos anos) lhes dá. Xavier se tornou um velhinho que a gente quer levar pra casa e colocar num potinho, faz a gente rir de travessuras inocentes e junto com a fragilidade da velhice de Logan usando óculos para leitura, formam um relacionamento pai e filho que esquenta o coração e umedece os olhos. 

Voltei pra casa com sorriso aberto, satisfeita com o resultado e ansiosa pra ver o rumo que a Fox vai dar pra esses novos mutantinhos e claro, pra X-23.

Nota: nota_1nota_1nota_1nota_1nota_1