Review | Animais Fantásticos e Onde Habitam

Review | Animais Fantásticos e Onde Habitam

O fim de semana mais esperado por qualquer fã de Harry Potter depois do lançamento do último filme chegou, Animais Fantásticos e Onde Habitam estreou e todos os fãs do bruxinho foram correndo assistir.

Dirigido por David Yates, diretor de Harry Potter e a Ordem da Fênix, Enigma do Príncipe, Relíquias da Morte: Parte 1  e Relíquias da Morte: Parte 2, o filme se passa no mesmo universo criado por J.K. Rowling, mas muito antes de Harry sequer pensar em nascer, tudo acontece em 1926 em Nova York.

Newt Scamander – Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa e A Teoria de Tudo), é um bruxo magizoologista inglês que viaja pelo mundo coletando e ajudando animais mágicos, para isso, carrega consigo uma maleta mágica (com um feitiço similar ao da bolsa da Hermione, sabe?!) onde guarda os animais que coleta em suas viagens, em ambientes próprios pra eles, algo como um zoológico portátil. Newt chega à América em busca de devolver um de seus animais ao seu habitat natural, mas acaba acidentalmente libertando alguns animais e precisa recuperá-los.

Animais Fantasticos e Onde Habitam

O filme, o primeiro de uma série de 5, introduz uma história mais madura, voltada para um mundo onde o clima entre os trouxas (ou não-mágicos) não é dos melhores e vive à uma faísca de explodir em uma guerra. Este tom de seriedade já começa na abertura onde vemos em inúmeros jornais o quão Grindewald é presente na tentativa de “libertar” os bruxos e fazer com que os trouxas é que tenham que se esconder e não eles.

O grande vilão da nova saga, Grindewald, interpretado por Johnny Depp (Edward Mãos de Tesoura e aquele monte de filme do Tim Burton, rs), aparece neste primeiro filme apenas como um aperitivo do que está por vir, já que ele não é o vilão em foco nesse primeiro momento. Podemos perceber que este filme serve para nos apresentar ao novo protagonista e nos introduzir aos novos personagens e ambientes.

Animais Fantasticos e Onde Habitam

O drama político está presente assim como em Harry Potter, mas ao invés de termos um bruxo buscando por imortalidade, o foco está no preconceito vivido tanto pelos bruxos – que tem medo de se expor – como pelos trouxas – com medo do desconhecido.

As referências para os fãs e o humor estão presentes na medida certa por todo o filme, Rowling soube dosar isso sem incomodar quem nunca viu nada, agradando aos fãs e arrancando suspiros/lágrimas/risos durante toda a história.

O elenco funciona muito bem (exceto Deep que é muito cedo pra julgar), Porpentina “Tina” Goldstein – Katherine Waterston (Steve Jobs), faz uma parceira que equilibra muito bem as maluquices de Newt, Jacob Kowalski – Dan Fogler (Bolas em Pânico), aparece como não mágico e faz o alívio cômico do filme junto com sua parceira romântica e bruxa Queenie Goldstein – Alison Sudol (Dig).

Animais Fantasticos e Onde Habitam

Voltar ao mesmo mundo de Harry Potter e perceber o quanto a história foi capaz de amadurecer junto com os fãs, ver a maneira com que Rowling soube adaptar uma história batida e revirada mil vezes pra algo completamente novo e mesmo assim se manter fiel ao tradicional, me fez sair do cinema com um sorriso de orelha à orelha.

É um filme bonito e bem executado que funciona tanto como bom entretenimento, como para satisfazer os saudosistas e ainda tem muito potencial pra agradar toda uma nova geração de fãs.

Nota: nota_1nota_1nota_1nota_1nota_1