Para você, o que é o amor?

Para você, o que é o amor?

Olá, pessoal! Vou desenvolver um pouco da minha visão sobre o amor aqui, já que “eu te amo” tem sido uma frase dita tantas vezes atualmente que em muitos casos acaba por perder o seu real significado!

Espero que gostem e, caso queiram, podem deixar um comentário abaixo dizendo o que é o amor para cada um de vocês!

Ao meu ver, o amor é aquele sentimento que realmente arde como diz Camões em seu poema, mas você vê, você pensa, você sente, você gosta do arder. O amor é uma vasta sensação que enche os campos do seu pensamento de flores e perfuma todo o ambiente ao seu redor. É aquela música que ganha significado e faz com que você se arrepie inteirinha(o) ao escutá-la pela décima vez consecutiva.

O coração dispara ao falar da pessoa, libera um sorriso bobo pelos ares. Não é pensar nela a todo momento, mas sim ter um momento todo quando pensa, um momento infinito, no qual você não hesitaria em se prender para fugir do resto do mundo.

É aquele abraço apertado que só de imaginar já te arranca suspiros. Aquele sentimento cuja definição consiste em 3 L’s: Leve / Lindo / Livre – Sem quaisquer prisões que contenham a beleza e grandiosidade de deixar a pessoa amada ser quem ela é e o que virá a ser.

O amor não transforma, não cerca, não sufoca, não limita, é plural.

É repetir continuamente as palavras no texto e, no final, ver que o pensamento continua leve e belo, como uma valsa dançada em uma noite chuvosa.

Trata-se de tornar a mais simples frase em uma poesia digna de ser recitada à luz da Lua, revolta por um mar celeste onde as únicas testemunhas, presenteadas com a dádiva do momento, são as estrelas que iluminaram os romances passados.

Amar é ser feliz com a felicidade da pessoa amada…

Vivemos em um contexto histórico onde os relacionamentos refletem as relações de mercado. Parceiros são postos em vitrines, cultivam suas aparências para melhor agradar o comprador. E, quando a mercadoria não mais satisfaz, o comprador parte para outra loja. (Caso queiram ler sobre, o sociólogo Zygmunt Bauman faz um estudo sobre o tema em seu livro chamado Medo Líquido).

Não se deixe influenciar pela cultura de mercado. Ame, seja, sinta, dê valor, elogie, escreva ou recite poesias e reacenda a humanidade dentro de si e dentro da pessoa amada. Sentimentos não podem ser comprados, muito menos controlados. Apenas podem e devem ser expressados, libertos aos ares para que sejam levados até os corações corretos.