Review | O Lar das Crianças Peculiares

Review | O Lar das Crianças Peculiares

Boa tarde, galera! Tudo bem por aí?
Ontem foi dia de cinema e fomos assistir O Lar das Crianças Peculiares, que é baseado no livro O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs.

No livro a história gira em torno de Jacob Portman, um adolescente que vive na Flórida com seus pais e ajuda a cuidar de seu avô, Abe. As coisas começam a ficar bagunçadas na vida de Jake quando seu avô é misteriosamente morto após ter (o que a família acredita ter sido) um surto ligado à sua doença psicológica.
Jake o encontra muito debilitado na floresta que fica logo aos fundos da casa. Segundos antes de morrer, Abe diz algumas frases para Jake que parecem desconexas: fala de uma ave, um livro e cartas.

Após o choque da morte de seu avô, Jake iniciou um tratamento psiquiátrico. Após algum tempo de tratamento, decidiu que iria visitar a ilha de seu avô tanto falava quando ia lhe contar histórias para dormir. Imaginou que ali encontraria as respostas para a estranha morte do avô que, apesar de a polícia ter constatado ser uma morte causada por animais, Jake sentia que havia algo muito mal contado.

Pois bem, é aí que a história realmente começa. Jake viaja para a tal ilha, localizada no País de Gales, e busca encontrar o orfanato onde seu avô viveu e de onde saíram boa parte das histórias que ele lhe contava. Lá ele enfim encontra a Srta. Peregrine, que é uma Ymbryne (mulher capaz de se transformar em ave e que possui poderes para controlar/alterar o tempo), e todas as outras crianças que possuem habilidades peculiares.

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A Srta. Peregrine, apesar de muito contrariada, conta para Jake a real história de seu avô, Abe, e sobre os monstros que assombram todos os que possuem habilidades peculiares: os Etéreos e os Acólitos. A partir daí, Jake se vê na pele do avô tendo que ajudar a proteger os Peculiares dos terríveis monstros, uma vez que sua habilidade é justamente essa: enxergar os monstros. Eles são invisíveis para as outras crianças e, inclusive, para as Ymbrynes.

Certo, isso é o que o livro nos traz. Já no filme, vários aspectos foram alterados. Na minha opinião, transformaram uma história que seria de suspense/terror em um filme infantil. Trouxeram uma comicidade desnecessária para a história, além de mudar a habilidade peculiar de Emma, que é uma das personagens principais do livro. A personalidade de diversos outros personagens também foram alteradas, o que para mim foi um ponto crucial para desvirtuar o bom andamento do filme. Sem contar o fato de que, ao invés do foco ser a luta contra os monstros e a proteção das crianças peculiares como no livro, focaram no romance entre Jake e Emma, aspecto bem secundário ao menos no primeiro livro (ainda não li as sequências).

o lar das crianças peculiares

Da metade para o final, a história foi completamente recriada. Todas as cenas que acontecem nada tem a ver com o que foi criado e pensado por Ramson Riggs, autor da série de livros. Algumas das pessoas com quem conversei e que não leram o livro, afirmaram não terem entendido diversos aspectos da história, que foram contados de maneira muito apressada e com escassez de detalhes. É uma história um tanto quanto complexa para ser contada da forma que foi, o que torna o filme bastante confuso.

O ponto positivo do filme foi o elenco: todos se encaixavam bem em seus papéis e, particularmente, curti as atuações. Principalmente da Eva Green como Srta. Peregrine.

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