Review | Bruxa de Blair

Review | Bruxa de Blair

Eu consigo lembrar como se fosse hoje do dia que a gente alugou A Bruxa de Blair na locadora pra assistir. Tudo escuro na sala, com pipoca e guaraná, eu e mais uns 3 amigos (desculpa não lembro exatamente quem estava comigo) fomos assistir o filme que não era apenas um filme, afinal o marketing vendeu como se fosse uma história real, imagens reais encontradas numa floresta real que falavam de uma bruxa real. Resultado: cagaço e umas 3 noites sem dormir. E tudo isso sem mostrar uma bruxa. A Bruxa de Blair era o medo do nada, era a paranoia, era o desconhecido total. A bruxa de Blair foi/é absurdo.

Quando anunciaram que The Woods seria uma sequência para o clássico na Comic Con, eu fiquei ao mesmo tempo muito animada e desacreditada que eles pudessem fazer uma sequência legal, já que  A Bruxa de Blair 2 – O Livro das Sombras tinha sido uma decepção tão grande que lembro de nem ter visto o final. Na tentativa de amenizar minhas expectativas e ir de cabeça e coração abertos pro cinema, não vi o trailer, não procurei fotos e nem quis ler nada sobre o filme, deixei pra tirar minhas próprias conclusões na estréia.

Bruxa de Blair - Grupo

O filme conta a história de James Donahue (James Allen McCun – que não fez nada muito importante até aqui), irmão de Heather Donahue (Heather Donahue – Taken) protagonista do primeiro filme, que encontra na internet imagens filmadas que parecem comprovar que sua irmã continua viva. Para confirmar isso, ele reúne seus amigos Peter (Brandon Scott – Detona Ralph), Ashley (Corbin Reid – How To Get Away With Murder) e sua namorada (?) Lisa (Callie Hernandez – Members Only) e juntos decidem acampar na mesma floresta em que sua irmã desapareceu. No decorrer da trama, juntam-se ao grupo, Lane (Wes Robinson – Atormentado pelo Jogo) e Talia ( Valorie Curry – The Following e Amanhecer: Parte 2) responsáveis pelas gravações encontradas no youtube por James.

O filme se esforça pra seguir o estilo found footage, mas com tanta tecnologia (Lisa tem em seu arsenal de câmeras auriculares à um drone) fica difícil de comprar a ideia de que aquilo tudo estava perdido no meio do mato. Depois de perder muito tempo explicando quem são e tentando e falhando fazer você ter algum apego emocional com os personagens, o filme de fato começa com os mistérios e sustos, um pouco tarde demais eu diria, o que acaba dando uma sensação de história esticada demais.

Adam Wingard, diretor do longa, soube aplicar bem coisas como o humor no filme, por exemplo, quando um dos personagens diz “devemos ir atrás de fulano na floresta…” e todo mundo diz “NÃO” a sala do cinema disse não junto, o que mostra que ele veio preparado pra um terror mais moderno e pronto pra previsão de expectadores experientes. Mas infelizmente o peso de um nome como Bruxa de Blair deixa a expectativas das pessoas muito altas e o filme como um todo com certeza não vai agradar nem um pouco.

Bruxa de Blair - Diretor

O final, bom, como eu já disse em outros reviews, não curto muito ver “o monstro”, gosto do clima de mistério e do inexistente assustador que só a minha cabeça sabe criar, mas “a bruxa” apareceu na medida certa, em frames rápidos o suficiente apenas pra instigar a imaginação do público, um monstro bem feito, bem feio e de acordo com a descrição dada no filme, me lembrou monstros como o de REC e uma versão feminina do Slender.

Se você viu A Bruxa de Blair e gostou, vale a pena assistir pra ver uma versão mais moderna e a continuação da história, se você odeia imagens tremidas, gente correndo e aquele desespero sem fim, talvez não valha a pena pra você, porque nem assutado você vai ficar…

De maneira geral eu gostei, mas eu não sou muito exigente no cinema (rs), mas me mantendo a uma crítica neutra digo que Bruxa de Blair é um filme de terror “ok”, mas uma sequência não tão boa e que nem de longe faz jus ao original.

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