O talento que vem de dentro

intz

Na busca pela vitória, os times apostam pesado em contratações internacionais, vimos a diferença e o impacto que a vinda de Winged e SuNo na Keyd Stars trouxe para o cenário, a evolução e o aprendizado que os outros jogadores adquiriram com a competição.

Enquanto alguns times encontram talentos realizando grandes peneiras envolvendo até elos mais baixos, outros preferem focar todos os seus recursos em jogadores, técnicos e analistas estrangeiros, da Coreia à Portugal..

O histórico do CBLol não é favorável pra quem vem de fora, em 2014 vimos um time que parecia imbatível com suas duas contratações coreanas ser derrotado nas semifinais por uma Kabum completamente brasileira, que venceu o campeonato e marcou a primeira atuação brasileira no campeonato mundial.

Vimos a RED contratar o Sky, reserva do Faker e mesmo assim ser rebaixada para o Circuito Desafiante, e durante os anos presenciamos um longo histórico de problemas de comunicação dentro e fora de jogo, conflitos culturais e costumes.

Hoje, na final do primeiro split de 2019, vimos a INTZ, completamente brasileira derrotando no que pode ser considerada a final mais emocionante da história do campeonato, o até então por muito pouco não invicto Flamengo, vindo de uma fase de pontos quase perfeita com 20 vitórias e 1 derrota, e que também bateu o recorde de maior número de vitórias em sequência no CBLOL. Claro que nem todos os casos terminaram em derrota, em 2014 a PaiN foi campeã do CBLOL e chegou ao mundial tendo Diou, jogador francês, como suporte.

Constantemente somos surpreendidos com talentos que chegam no cenário já demonstrando um potencial incrível, se colocam no topo e fazem tremer a base de quem já estava estabelecido na função, como o Titan, bicampeão do CBLOL, Envy, que ganhou o prêmio de jogador revelação no seu primeiro ano de campeonato, teve uma fase um pouco apagada, e acabou de nos mostrar que merece mais um prêmio, de melhor jogador do split. Junto dele, tivemos o Mills que em seu primeiro split já desbancou o titular e muito bem conhecido WhiteLotus,

Esses são só alguns, dentre tantos outros talentos que vemos aparecer, mostrando que o brasileiro tem sim, a garra e a vontade, e que podem assumir com maestria as posições ocupadas pelos estrangeiros.

Esperamos que com mais peneiras, eventos como o Gilette Ult, e o crescente investimento no cenário, conseguiremos dentro de alguns anos, ter times inteiramente brasileiros disputando em nível internacional.