Love, Death & Robots: uma obra de arte memorável

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Inegável que os últimos lançamentos da Netflix tem feito até mesmo os mais críticos gostarem das diversas séries, filmes e animações que a plataforma tem disponibilizado em seu site, mas Love, Death & Robots ganhou a atenção de muitas pessoas em um período curtíssimo de tempo: estreado na sexta-feira (15), o assunto do momento é definitivamente a antologia de animações dirigida por Tim Miller e David Fincher.

Trazendo 18 episódios que contém histórias diversas e não relacionadas umas com as outras, a animação conta com mãos brilhantes por trás dos episódios. Tim Miller é diretor de Deadpool e – em alguns episódios – você pode perceber algumas influências incríveis e pitadas de humores ácidos, assim como a classificação indicada de +18; e David Fincher que trabalhou em títulos incríveis como Clube da Luta, Zodíaco e A Rede Social. Com uma duração curta, entre 5 e 17 minutos cada episódio, Love, Death & Robots pode ser facilmente assistida em menos de um dia.

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A antologia não fica para trás em questão de críticas sociais: alguns dos episódios abordam diferentes temas como feminicídio, racismo, suicídio, entre outros. Apesar do conteúdo um tanto quanto violento, os episódios ainda tentam trazer à tona algumas dessas questões e indagar o espectador a respeito delas. A fórmula para os episódios não é nada previsível: de três robôs caminhando por uma Terra devastada e aprendendo sobre hábitos humanos à um iogurte que domina o mundo e vira presidente, trazendo consigo todas as respostas para os problemas da humanidade.

Visualmente falando, todos os episódios tem um traço artístico marcado, diferente e próprio. Episódio com conceitos em 3D e bem fluídos, desenhos que parecem ter vindo de uma HQ, misturas de live-action entre personagens, episódios em stopmotion: a série é um oceano de visuais diferentes e excitantes. Mas uma coisa é certa: independente da proposta visual do episódio, você provavelmente vai encontrar por trás dele um incrível roteiro e uma trilha sonora fabulosa.

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É interessante ver como a Netflix está tentando se reinventar e sair da sua zona de conforto: Love, Death & Robots é um trabalho incrível de séries que não trazem uma sequência de episódios que precisam fazer sentido. Tons cômicos e um NSFW diferente de muito do que a Netflix já ofereceu em seus títulos originais.

Se você for assistir Love, Death & Robots (e eu recomendo altamente que assista), prepare-se para assistir de tudo um pouco. Robôs, que são – como o título sugere – os protagonistas dessa antologia, monstros gigantes, um Drácula monstruoso e sedento por ALMAS, monstros feitos de lixo, um pote de iogurte falante, aranhas alienígenas, entre outros personagens memoráveis por serem personagens de um espectro totalmente diferente do que estamos acostumados. Definitivamente, uma variedade de conteúdo para todos os gostos.

Pessoalmente, meu episódio favorito é “Três Robôs”, que conta a história de três robôs que seguem viagem em uma Terra extinta pelos próprios humanos, procurando por aventuras e descobrindo tudo o que costumava ser normal à humanos. Esse episódio tem um cinismo em sua essência que, muitas vezes, faz você rir de coisas que não deveria: estamos fadados à repetir a história e estamos nesse mesmo ciclo de destruição da Terra, como no episódio.

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“Eu não acho que o valor da obra deva ser calculado por sua metragem; queremos que a história seja tão longa quanto necessário para que tenha o máximo de impacto ou valor de entretenimento dentro da proposta” David Fincher.

Love, Death & Robots é, definitivamente, um dos melhores conteúdos que a Netflix produziu até então. Com toda a narrativa inspirada, visuais de – muitas vezes – perder o fôlego e roteiros inimagináveis, a dupla de diretores responsáveis, David e Tim, trabalharam duro e com muito afinco para trazer essa incrível antologia a vida e fazer com que ela desse certo: o que eles acertaram em cheio. É algo inovador e que – espero eu – seja renovado para todas as temporadas possíveis, colocando a mente dos brilhantes diretores para trabalhar em mais e mais episódios memoráveis.

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Especialista em Zero Escape, sonserina, geminiana, whovian e um pouquinho bruxa. Eu nunca recuso um convite pra jogar, seja lá o que for. Se pudesse, dividiria todo meu tempo entre ler, jogar e fazer carinho em doguinhos.