Um ato de desrespeito: time da LCL bane 5 suportes contra time feminino

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Em sua estreia, a Vaevictis Esports trouxe um time totalmente feminino para jogar a LCL (Liga das Comunidades dos Estados Independentes), o que deu um pouco de esperança para as mulheres – jogadoras ou não – que sempre se esforçam e tentam muito se encaixar nesse meio que é, irrevogavelmente, machista.

A esperança de um cenário melhor para mulheres morreu nos primeiros minutos de partida, quando, nos picks e bans, o time adversário RoX, baniu cinco suportes. E aí entra todo o estereótipo de “mulheres só jogam de suporte”, e uma atitude machista foi tomada deliberadamente em um campeonato profissional, Tier 1. O que devemos pensar de um time profissional que faz algo como isso, ao vivo, pra claramente diminuir as meninas do time adversário, apenas por serem meninas?

O cenário de League of Legends é extremamente tóxico para mulheres e isso não é uma brincadeira, não é piada e muito menos estrategia. As mulheres precisam ser levadas a sério.

Felizmente, alguns projetos especiais para dar visibilidade às mulheres estão surgindo e estamos caminhando – mesmo que lentamente – para um avanço importante. O Projeto Sakura é um deles, que trás para as meninas uma comunidade exclusivamente feminina que tem como objetivo se ajudar e engrandecer as mulheres dentro do eSports!

Além dos projetos, algumas meninas também estão trabalhando duro para que todas nós tenhamos mais visibilidade, como a Letícia Motta, que defende com unhas e dentes a mulher no cenário e está em ascensão na carreira de Caster de League of Legends. Sam e Caputile, streamers da Redemption, que sempre se posicionam e defendem as mulheres quando existe a oportunidade, também.

Existem muitas mulheres que merecem estar no cenário por que são boas e competentes, mas para a maioria do público, o que fala mais alto ainda é o “ser mulher“. Precisamos quebrar esse preconceito por que, honestamente, isso é coisa passada. Mulheres são fortes, são competentes, mulheres JOGAM e – muitas vezes – melhor do que homens, então por que não seria normal uma mulher inserida em um cenário competitivo assim?

Dentro de toda essa polêmica, estamos esperando um posicionamento da Riot Games à respeito da atitude claramente machista e desrespeitosa do time da RoX, e esperamos que as mulheres possam, cada vez mais, ganhar seu espaço dentro do eSports, lutando cada vez mais para que isso não aconteça mais, para que atitudes como essa não sejam mais tomadas dentro de campeonatos profissionais.

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Eu não perco uma partida de Mortal Kombat se eu picko a Sindel. Amante de tudo que dá pra jogar (de jogo-da-velha à Mario Kart), queria ser da Disney e jogaria Zero Escape mil vezes por ano.