Saint Seiya – Saintia Shô: Episódio 3 [REVIEW]

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O terceiro episódio de Saintia Shô finalmente nos dá uma prévia do que esperar das forças malignas do exército de Éris. Enquanto isso, Shoko vê seu treinamento interrompido por conta de uma ameaça à Athena.

Confira nossas impressões sobre o Episódio 3 – Desabrochar na Escuridão! As Dríades de Éris!.

ATENÇÃO: a análise a seguir conta com spoilers de Saintia Shô

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Já estava na hora de finalmente conhecermos um pouco das forças malignas de Éris em Saintia Shô – e o terceiro episódio do anime nos dá um norte sobre a hierarquia e as classes que fazem parte desse exército, como promete o título do capítulo.

Compreendemos que existem Dríades, os guerreiros destinados a proteger a deusa da Discórdia (assim como os Marinas estão para Poseidon e Espectros com Hades), além dos fantasmas, compostos por cavaleiros que renegaram Athena em vida ou morte e são a base na hierarquia.

Temos um aperitivo disso tudo com a volta de Ate de Ruína, além das aparições de Phonos de Assassinato, Emony de Malícia e o fantasma Rigel. Só que até o fim do episódio não foi possível sentir o real poder deles. Na verdade, do pouco apresentado, não houve um tom ameaçador de fato.

Falando nisso, Mii ainda não convenceu. Não há como negar a

O capítulo também retoma um assunto bastante discutido em Episódio 2 – A decisão de cada uma! A deusa e as Saintias: o perigo das motivações pessoais. Mesmo que vejamos bem rapidamente as lembranças de Rigel com Kyoko, dá pra perceber a ligação amorosa dele por ela – e o que talvez o levou a se tornar um fantasma.

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Essa pauta é retomada quando Shoko ganha momento em tela: Mirai foi designado para ser o mestre da garota e fala sobre a maldição que as urnas que guardam as armaduras com quem pretende usá-las por questões individuais. Não à toa, como o próprio aprendiz de Mayura disse, no passado esses artefatos eram chamados de Caixa de Pandora. Ou seja, só poderiam ser abertas para o dever único de um cavaleiro – e esse chamado da própria armadura de Cavalo Menor acontece com Shoko ao decorrer do episódio.

Ainda sobre o treinamento, é muito curioso de notar que Mirai seja quem introduza o conceito que já estamos acostumados sobre o que é o cosmo. Curioso porque ele tem uma aparência bem semelhante a de Seiya, então vira um jogo nostálgico relembrarmos a conversa que Marin teve com o protagonista clássico agora nas palavras de Mirai.

O capítulo trabalha bem a motivação nobre de Shoko em salvar a irmã ganhando nova dimensão com o dever de uma saintia em proteger Athena – refletido na aceitação da armadura de Cavalo Menor com a menina.

O fã mais nostálgico capta fortemente a referência ao primeiro episódio de Cavaleiros do Zodíaco, afinal, os mesmos problemas que Shoko precisa lidar assim que veste a armadura foram vistos com Seiya no piloto clássico – e os dois têm em foco seus respectivos irmãos, Kyoko e Seika.

A participação de Saori Kido segue com o caráter empoderador bem diferente da narrativa clássica de CDZ. A construção da reencarnação da deusa da Justiça está muito boa à cada episódio, sabendo mostrar o lado humano dela e o porquê de ser protetora da Terra – mesmo com Mayura colocando em cheque se ela realmente tem condições de ser Athena. É nítido como uma das armas de Éris, exatamente por ser a deusa da Discórdia, é deixar Saori em dúvida sobre seu real poder.

A parte final do episódio, assim como dos anteriores, prende bem para os próximos acontecimentos. Um duelo entre irmãs deve acontecer em algum momento do anime, conforme previu Mayura.

Além disso, já vemos movimentações do Santuário contra a ameaça de Éris. A aparição dos Cavaleiros de Prata certamente deixou muito fã contente, mesmo que Miro tenha roubado a cena logo em seguida. O fã mais nostálgico, inclusive, percebe que a atitude do Grande Mestre é muito baseada no medo de seus planos serem estragados do que realmente proteger a Terra.

Luiz Queiroga
Luiz Gustavo, 24 anos, é um jornalista especializado em Esports que escreve principalmente sobre Rainbow Six Siege para a ESL BRASIL - e um cavaleiro de Atena nas horas vagas. TOCA BON JOVI!