Análise | GRIS

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Como começar essa análise sem ser dando os parabéns para os desenvolvedores de Gris Nomada Studio – e para a Devolver Digital, que fizeram o trabalho lindo de publicar esse jogo. Gris é incrivelmente lindo e esteticamente harmonioso.

É, de fato, um jogo mais artístico do que qualquer outra coisa. O elemento mais importante e que fala com o jogador aqui é o cenário. Intenso e muito bem desenhado, o cenário e todas as suas pequenas interações e puzzles vão contar a verdadeira história por trás de Gris.

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O mundo de Gris é, a principio, cinzento, preto e branco e triste. A medida que a garota vai se aventurando pelos cenários, descobrindo novas coisas e explorando os locais, sensações e sentimentos, o mundo também vai restaurando sua cor original. Com o cenário inspirado em aquarelas lindas, Gris traz a sensação de paz enquanto desliza pelas montanhas e trilha os caminhos à sua frente. Gris é uma obra de arte.

Sem ler qualquer coisa sobre o jogo antes, fica um pouco difícil saber o que fazer ou qual é a história que o jogo quer mostrar. Você está no papel de uma menina que se perdeu em seu próprio mundo e precisa lidar com uma experiência dolorosa. Sobre as habilidades de Gris, essas são muito simples, você pode correr, saltar, nadar e – em certo momento do jogo – transformar o vestido da protagonista em uma forma sólida/um quadrado, que vai ser útil em alguns puzzles e momentos do jogo.

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Existem momentos lindos em Gris, mas nada que uma vez vista não seja suficiente. Sua jogabilidade acaba ficando um pouco caída com o passar do tempo, apesar de ser um jogo rápido, podendo ser terminado em 4h~5h. Mas é uma experiência incrível pela aparência e trilha sonora do jogo.

É um jogo com uma fortíssima presença artística e a possibilidade de tentar – não importa o que – resolver seus puzzles e problemas sem ter que morrer no caminho e/ou recomeçar o jogo todo. A verdadeira beleza de Gris está em restaurar as cores do seu cenário e ver, a cada cor sendo restaurada, o design perfeitamente aquarelado sendo mostrado à sua frente. Gris merece ser jogado – pelo menos 1 vez na vida – para entender e sentir todo o sentimento por trás da descoberta das cores nesse cenário lindo e artístico.

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Eu não perco uma partida de Mortal Kombat se eu picko a Sindel. Amante de tudo que dá pra jogar (de jogo-da-velha à Mario Kart), queria ser da Disney e jogaria Zero Escape mil vezes por ano.