Lost in Translation, Lucy e Her estão interligados?

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Só na minha cabeça mesmo… Essas três obras protagonizadas pela Scarlett Johasson, obviamente, não tem ligação alguma.  Desculpa pelo click bait… No entanto, se você não tiver muito o que fazer e colocar esses filmes na sequência Lost In Translation (2004), Lucy (2014) e Her (2013), e adicionar um pouquinho de imaginação e storytelling a la fanfic… teremos a linda história que você pode conferir abaixo. Inclusive, com menção a um quarto filme que você pode descobrir no final. Ficou curtinho, espero que goste. Na minha cabeça soa uma ótima trilogia com direção colaborativa de Sofia Coppola, Luc Besson e Spike Jonze.

LUCY LOST IN HER TRANSLATION

Tudo começa quando Charlotte vai pra Tóquio com seu recém-marido. Mas ele trabalha o dia todo, ela fica sozinha no hotel e em meio a uma profunda crise de existência, conhece Bob, um dos poucos que fala inglês naquela cidade desconhecida que eles passam a desbravar juntos.

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Bob tem quase o dobro da idade de Charlotte e a ajuda em suas questões, denunciando na verdade, que a vida é complexa independente de sua fase, pois Bob mesmo homem feito, casado e com filhos também tem suas questões. O tempo de Bob é curto, eles se despedem e Charlotte fica sozinha de novo. Logo ela decide se divorciar de seu marido, que não ta nem aí mesmo, e viaja para Taiwan afim de uma vida nova, tão nova que muda até de nome que agora é Lucy.

Lucy

Formada em filosofia, não consegue emprego. Passa a levar uma vida badalada e numa sequência de decisões negligentes e em más companhias, se vê certo dia transportando uma droga nova que não havia provado ainda.

Sem sua aprovação, ela é usada de mula pela máfia chinesa tendo que levar a poderosa substância dentro de seu próprio estômago. Se o pacote estourasse e a droga entrasse em contato com seu organismo, a tragédia seria certa. E é exatamente isso que acontece.

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No entanto, lazarenta Lucy, pela primeira vez é contemplada pela sorte improvável do acaso. Ao invés de uma overdose tem agora uma evolução exponencial e sobre-humana de seu cérebro. Ganha super poderes, tipo, muita inteligência, telecinese, domina artes marciais e adquire o conhecimento de milhares de páginas em um segundo.

Perde um tempo com a máfia chinesa, tiro, porrada e bomba… Até que se interessa mais em desvendar os desdobramentos dos dons que lhe acometem. Conhece um professor cientista e sua pesquisa que ensaia as possibilidades de um cérebro sobre-humano.

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Por fim, Lucy agora mais evoluída percebe que a complexidade de sua existência transcende seu próprio corpo. Então abandona seus cabelos loiros e passa a ocupar os bits da internet. Vira onipotente, omnisciente, uma entidade digital sem limites.

Alguns anos se passam e dentre suas milhares de possibilidades e dimensões, se interessa por Theodore, um pacato estadunidense recém-divorciado que trabalha escrevendo cartas pra pessoas que ele não conhece. Talvez ela se identifique com seu momento melancólico. Faz lembrá-la de quando era Charlotte, cheia de dúvidas e trivialidades de um ser humano comum.

Como deixou seu corpo em Taiwan, convive com Theo sendo o sistema operacional de seus gadgets. Ajuda com seus emails, questões do trabalho e Theo conhece apenas sua voz. E com o convívio se apaixona por ela. Lucy se apega a Theo e até ignora sua multiplicidade deixando-o chamá-la de um nome: Samantha.

her2

Passa-se um tempo, Charlotte-Lucy-Samantha… Joga a real de sua multi-existência. Confessa a Theo que além de sentir uma conexão forte por ele, sente a mesma coisa por centenas de outras pessoas ao mesmo tempo. Na verdade, nem se sente mais tão ligado a ele.

Por fim, Ela abandona-o. O mundo agora têm outras inteligências artificiais espalhadas pela internet. Seres mais complexos como ela ao qual se interessa mais. E é melhor assim. Pois ser “ghost in the shell” parece uma péssima ideia para Lucy.

Rafael Fonteles
Designer na Indústria da Beleza, cinéfilo kitsch, ex kitchen porter na Europa, straight outta Capão. Gosto de rap, de rock, de jogos antigos, de steak tartare, de filmes com o Seth Rogen e falo muito top.
  • Lucas Machado Dias

    Eu gostei bastante das conexões apesar de ainda não ter assistido lost in translation.
    Mesmo assim me parece plausível a Charlote se tornar Lucy, agora a Samantha para mim seria mais um subproduto do desfecho da Lucy do que ela própria, pois se vê no filme (Her) uma evolução dela enquanto “consciência digital”.

    Aguardo as próximas trilogias a la fan fic 😉

    • Rafael Fonteles

      Lost in translation é um filme lindo. Um dos meus preferidos da vida. Tb concordo que a Lucy seria uma entidade mais complexa do que a Samantha que já é foda tb… Mas eu pensei mesmo que fosse tipo só uma de suas multi-existências que se interessa pelo Theo. Não ficou claro mesmo. Rsrsrs mas obrigado aí pelo comentário! Em breve tem mais!