Review | Manifesto

Olá pessoas! Espero que esteja tudo bem aí com todos vocês, e já começo falando que esse é um filme que não é o meu convencional, mas não estou dizendo isso de um modo negativo.

Quando vamos ao cinema, geralmente a gente vai naqueles filmes. Quanto mais romance com final feliz, ou um filme de ação cheio de exploção até cansar(alô? Tranformers?) é melhor (meu caso). Ás vezes, a gente perde uma oportunidade de não ver um filme não convencional.

Manifesto é um filme que faz a gente pensar em muita coisa, você começa a se perguntar milhares de coisas enquanto Cate Blanchett quebra as barreiras de muitas formas.

Cate Blanchett conseguiu interpretar 13 personagens diferentes: uma corretora, uma mãe conservadora, uma gerente, uma oradora fúnebre, uma punk, uma coreografa, uma professora, uma operária, um leitor de notícias, um repórter, uma marionetista, uma cientista e um sem teto, no mesmo filme.

Isso já é algo mais do que incrível, está acima do nível HARD, principalmente depois que você começa a perceber o quanto atores precisam de um tempo para conseguir passar tudo o que um personagem em um papel consegue sentir. Cate Blanchett fez 13 personagens, completamente diferentes, e cada um deles com um Manifesto diferente.

EU ESTOU ESCREVENDO UM MANIFESTO PORQUE EU NÃO TENHO NADA A DIZER. – PHILIPPE SOUPAULT (1920)

O filme, vai passando pelas ideias de Claes Oldenburg, Yvonne Rainer, Kazimir Malevich, André Breton, Sturtevant, Sol LeWitt, Jim Jarmush,e outros criadores através de suas lentes, são 13 manifestos artísticos diferentes.

E esse é um filme em que é muito difícil existir Spoiler, porque os manifestos são tão diferentes, e passam uma ideia que não é absoluta, não existe um certo ou errado na forma de interpretar o que está sendo passado e falado pelos personagens.

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E a designer que há em mim ficou tão feliz quando viu aquela fotografia, adoro ver prédios de formatos diferentes, porque sou dessas, e senti até aquele arrepio nos braços com a trilha sonora. E o poder que uma boa maquiagem, fotografia e ângulo pode fazer com uma pessoa se tornar 13 pessoas diferentes, não é mesmo?

A única certeza que tive foi que o filme é um questionamento do papel dos artistas na sociedade contemporânea.

O filme tem estreia para o Brasil dia 26 de Outubro.

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