Jogos Indies | O melhor da BGS 2017

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Assim como todo ano, a Brasil Game Show é uma surpresa sempre muito bem-vinda no quesito jogos indies. Eu sou uma pessoa que, honestamente, adoro um bom jogo – seja ele brasileiro ou de qualquer nacionalidade, de grandes ou pequenas desenvolvedoras, tanto faz – sendo ele bom. Adoro a iniciativa da BGS de trazer uma área que é voltada justamente para exposição de jogos de desenvolvedoras menores, que aliás: tem jogos fantásticos e que merecem demais serem jogados e adorados.

Novamente, como todo ano, eu selecionei alguns dos melhores jogos que vi pela BGS esse ano, espero que vocês gostem e que tenham vontade de jogar todos, assim como eu tive.

Trajes Fatais – Onanim

Trajes Fatais é um jogo de luta todo feito em pixel art, com uma mecânica bem acessível e grandes animações em 2D que vão fazer todo mundo lembrar dos clássicos jogos fighters. TRAF venceu o prêmio de Melhor Jogo por voto popular no SBGames 2015 e Melhor Jogo Brasileiro na BGS de 2016.

No Heroes Here – Mad Mimic Interactive

Esse jogo é viciante! Co-op (tanto online quanto local) para até 4 jogadores, No Heroes Here pede que os jogadores se juntem para comandar as defesas de um castelo. E como os heróis do jogo são não-heróis, eles precisam preparar balas de canhões, pólvoras entre outras armas – mais inusitadas – como galinhas enfurecidas e potes de mel ou água.

Children of Morta – 11 bit studios

Esse jogo tem uma mecânica parecida com hack’n’slash, mas tem um enorme diferencial: uma proposta de estar bem mais focado na história do que os outros jogos do gênero. Children of Morta também tem no seu estilo o rogue-like, então cuidado ao morrer, pois isso pode ser bem chato. Você pode controlar personagens variados em diversas classes fantasia como mago, guerreiro, arqueiro, etc. A arte do jogo toda pixelada é encantadora.

Esquadrão 51 – Márcio Rosa

Que tal um shoot’em up com o tema sci-fi e bem ambientado em décadas antigas? E o melhor de tudo: brasileiro. São jogos como Esquadrão 51 que dão um puta orgulho de dizer que o cenário de games indie brasileiro está crescendo cada vez mais e melhorando muitíssimo. A história do jogo se passa décadas atrás, quando um grupo de alienígenas decidiram colonizar a Terra, mas um grupo bem insatisfeito resolveu se opor a opressão dos aliens. O jogo é fantástico e está muito bonito de se ver, todo ambientado e caracterizado ao que ele remete.

White Lie – Ambize Studio

Passei pelo bloco onde White Lie estava sendo mostrado e fiquei encantada, a principio, com a arte do jogo: toda pintada a mão e num tom sépia maravilhoso, mas que retratou perfeitamente o que o jogo também queria mostrar: a sensação de solidão do mesmo. White Lie é um jogo de aventura com puzzle brasileiro, que conta a história de um coelho de pelúcia que está à procura de sua dona que desapareceu.  O jogo também conta com dois tipos de mecânica: encontrar memórias que tem como objetivo resgatar a história por trás do jogo e explorar cenários à procura de pistas do paradeiro da sua dona.

Valgard and The Armor of Achilles – Revolver Game Studio

Talvez um dos meus xodós da BGS, Valgard me conquistou assim que eu toquei no controle pra testá-lo. Ele é um jogo shoot’em up de rolagem vertical que lembra muito alguns jogos do mesmo gênero como Knigthmare e Undeadline. E o objetivo do jogo é muito simples: sobreviver. Você não precisa necessariamente matar todos os inimigos e obstáculos que aparecem na sua frente, você precisa apenas passar por eles de forma que não morra, até chegar ao boss no final da fase.

Galaxy of Pen and Paper – Behold Studios

Outro xodó que eu fiz durante essa BGS. Confesso que não conhecia seu jogo antecessor, o Knights of Pen and Paper , mas que Galaxy of Pen and Paper me conquistou de uma forma grandiosa. O jogo simula um RPG de mesa – como o nome deixa a entender – com lápis e papel, e é fantástico. Você pode customizar a mesa do mestre, cada membro da sua equipe, e todos os outros detalhes do RPG que estará sendo jogado. E você pode ser  tanto o mestre do jogo como um dos jogadores. O estilo de Galaxy of Pen and Paper é indiscutível e o jogo é recheado de diversão, humor e elementos que vão lhe transportar diretamente para a mesa de um RPG convencional. O jogo está disponível para PC, iOS e Android.

Esses foram os meus preferidos, mas não significa que os outros jogos que estiveram lá não sejam bons: muito pelo contrário, todos os jogos mostrados na BGS são ótimos e dignos de uma atenção de todo mundo que passou por lá nos dias da feira. ♥

Júlia, 22 anos, acredita que todo mundo deveria jogar Zero Escape um dia, ama livros, é fã de Harry Potter desde que se entende por gente, cosplayer por hobby e quase biomédica por profissão, adora animes e é entusiasta de E-Sports.