Editora WarpZone apresenta Sociedade Histórica de Videogames do Brasil na BGS 2017

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Durante a BGS, todos os entusiastas, visitantes ou simplesmente curiosos sobre a história dos games poderão conferir uma atração fantástica que a Editora Warpzone irá apresentar: a Sociedade Histórica de Videogames do Brasil (SHVB), uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo principal a preservação e difusão da memória nacional dos videogames. O anúncio oficial deste projeto e suas propostas será feito no estande da WarpZone (B32-B33), em dois dias distintos: para a Imprensa, às 15 horas da quarta-feira (11 de Outubro), e no mesmo horário para o público geral, no dia 12, quinta-feira.

O que é a Sociedade Histórica de Videogames do Brasil?

É o fruto do trabalho e curadoria de profissionais que trabalharam e ainda trabalham cobrindo o mercado de games por anos, a entidade nasceu com o intuito de preservar a memória nacional dos videogames, buscando itens, acontecimentos e pessoas que construíram essa história ou foram testemunhas dos acontecimentos que moldaram a cena nacional de videogames. A ideia não é apenas criar um catálogo virtual para apresentar esses materiais, mas sim difundir essa história compartilhando publicamente um acervo digital para pesquisa e também criando conteúdo relevante como documentários e artigos a partir das descobertas feitas.

À frente do projeto estão: Fabio Santana (atualmente Relações Públicas de uma grande publisher de videogames, trabalhou no mercado editorial de games de 1995 a 2012, passando por publicações consagradas como Gamers, EGM Brasil e Edge), Gus Lanzetta (que cobre o mercado de games desde 2006 para diversas publicações, incluindo a Rolling Stone, e apresenta, ao lado de PC Siqueira, o podcast Papo Torto) e Pedro Falcão (editor da revista VICE e diretor de “Paralelos”, série da RedBull sobre a história da pirataria dos games no Brasil).

A tendência da preservação do mercado de games no exterior

Dentre os mais tradicionais mercados de games do mundo – Japão, Estados Unidos e Europa – já existem esforços no sentido de resgatar e preservar a memória da mídia de videogames e difundir esse conhecimento. A Game Preservation Society no Japão, a Video Game History Foundation nos EUA e o Computer Spiele Museum na Alemanha, por exemplo, são entidades que visam preservar a memória do entretenimento digital interativo e seus suportes físicos.

Já no Brasil, com exceção à Editora WarpZone – que é dedicada exclusivamente aos videogames e com foco em alguns jogos retrô – e de algumas reportagens sazonais e de alguns veículos jornalísticos, não existe realmente um esforço para resgatar a história da indústria, do mercado e da cultura locais de videogame. A presença e o lançamento da SHVB é justamente preencher essa lacuna. Uma demonstração desse trabalho pode ser conferida no trailer da entrevista especial sobre a origem das maiores redes de locadoras de videogames do Brasil, a Dimensão Games e a Progames:

O Público

A cultura da apreciação de jogos e materiais relacionados a consoles das décadas de 1980 e 1990 não é novidade nenhuma, e já foi estabelecida no exterior há muitos anos. No Brasil, o cenário não é diferente e conta com uma comunidade bastante ativa nos fóruns e redes sociais. As páginas oficias da WarpZone, por exemplo, já somam mais de 450 mil fãs, e o alcance estimado das mesmas é de pelo menos 6 milhões de visualizações mensais.

Com o trabalho da Sociedade Histórica de Videogames do Brasil, não só os aficionados pelo tema, mas também entusiastas, estudantes, ou mesmo curiosos, terão acesso a esta verdadeira máquina do tempo, e poderão viver (ou reviver) a saudosa origem do – hoje  consolidado e respeitado – mercado de games brasileiro. Mais detalhes sobre o funcionamento da entidade e seus planos futuros serão esclarecidos durante a apresentação que acontecerá no estande da WarpZone, durante a Brasil Game Show 2017.

 

Júlia, 22 anos, acredita que todo mundo deveria jogar Zero Escape um dia, ama livros, é fã de Harry Potter desde que se entende por gente, cosplayer por hobby e quase biomédica por profissão, adora animes e é entusiasta de E-Sports.