Brasil Game Show | O melhor de 2017

brasil game show

Mais uma BGS – Brasil Game Show acabou e já deixou pra gente muita saudade e ansiedade pro próximo ano!
Em 2017 realizou sua 10ª edição e trouxe além de muitos jogos, grandes atrações internacionais, como Hideo Kojima (série Metal Gear), Nolan Bushnell (fundador da Atari), Stephen Bliss (identidade visual de GTA3),  Ed Boon (criador da série  Mortal Kombat), entre outros nomes icônicos do mundo dos games.

Teve muito estande, muita marca, muitos jogos e muita loja e muita coisa pra ver e curtir em curtíssimos 5 dias de evento, mas fica tranquilo, se você perdeu alguma coisa, a gente te conta tudo aqui!

O que teve pra jogar?

Teve “calófiduti” sim senhor! Call of Duty: WWII estava disponível pra ser jogado no estande da Activision junto com Destiny 2 que fez o maior estande de todas as suas aparições no evento e levou Mike Mejia, produtor de COD:WWII.

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Foto: Meu PS4

A Ubisoft, que a gente já dança só de ouvir o nome, trouxe, claro, Just Dance 2018, mas teve também Assassin’s Creed Origins, South Park: A Fenda que Abunda a Força (The Fracture But Whole) e Farcry 5 pra experimentar. Além disso,  trouxe jogadores profissionais de Rainbow Six Siege e For Honor paa partidas amistosas no palco e a final da Etapa São Paulo do Just Dance Tour.

No estande da Warner Bros Games, houveram campeonatos de Fifa 18 e Injustice 2 e além desses dois títulos para degustação do público, também estavam disponíveis: Monster Hunter: World, Marvel vs. Capcom: Infinite, Terra-Média: Sombras da Guerra e Lego Marvel Super Heroes 2.

A Red Fox Games, trouxe um estande E-NOR-ME para apresentar seu carro chefe: Black Desert Online e distribuiu chaves permanentes do jogo além de contar com a presença de youtubers. O mesmo também aconteceu com a Com2Us, que aumentou o tamanho do estande em relação ao ano anterior  e distribuiu brindes do seu jogo Summoners War : Sky Arena, pra quem participava das interações com o público. Já no estande da CDProjekt Red pudemos testar Gwent e ganhar prêmios, inclusive cartas impressas do jogo! E as três publishers levaram cosplayers pra atrair ainda mais a atenção do público da Brasil Game Show.

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Nos dois maiores estandes do evento tivemos MUITOS jogos, sério, muitos mesmo!
O estande do XBOX trouxe 120 estações de testes com jogos como Forza Motosport 7, Player Unknown’s Battlegrounds, Cuphead, Sea of Thieves, Super Lucky’s Tale, Minecraft e Battlefield 1: Revolution, a presença ilustre de Phil Spencer (VP da divisão de games da Microsoft) lojinha para os fãs, brindes, sorteio de consoles e um espaço dedicado para PC.

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Foto: CyberStars Club

Já na área da Playstation pudemos experimentar alguns títulos inéditos como Gran Turismo Sport e Detroit: Become Human, além de títulos famosos: Dead Rising 4, Crash Bandicoot N.Sane Trilogy, Horizon: Zero Dawn, Uncharted: The lost Legacy, Knack II, Necrosphere, No Heroes Here, Keen e Cruz Brothers (). A Sony ainda trouxe uma boa diversidade de jogos para serem experimentados no VR: The Inpatient, Star Child, Moss, The Persistence, Resident Evil 7: Biohazard, Batman: Arkham VR e Playstation VR Worlds.

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Tudo isso sem mencionar a área indie que sempre arrebenta trazendo os jogos que realmente derretem nossos corações e  a oportunidade de jogar do lado das pessoas que criaram o jogo é sempre uma experiência positiva! Fizemos um especial com alguns dos melhores games e você confere AQUI!

O que teve pra fazer?

A Canon preparou uma área de Meet&Greet onde todo mundo podia (de graça) pegar a fila e tirar foto com seus ídolos. Os horário, além de estarem no site, também estavam na revista entregue na entrada do evento o que ajudou bastante na hora de se programar pra ver tudo!

A Twitch, além de ter uma “área VIP” para seus streamers, tinha uma espaço reservado para o BGS Talks, onde rolaram papos com desenvolvedores, muita gente envolvida no mundo de games e principalmente muita galera da área indie!

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Foto: CyberStars Club

Para os saudosistas, a Arena Arcade DiverBras, trouxe dezenas de arcades com séries clássicas, simuladores de corrida, jogos de basquete e de tiro e até mesas de pinball. A rede de cinemas Kinoplex patrocinou a área resevada para os cosplayers, na Cosplay Zone Kinoplex, os cosplayers tinham uma fila especial pra entrar no evento, vestiários, provadores com espelhos e guarda-volumes, também tinham concursos diários com jurados especiais.

E também podemos olhar de pertinho o Brasil Game Jam, que aconteceu em parceria com a Globo, onde estudantes universitários tiveram que criar um projeto de game em 48h, com a temática do CartolaFC. A  equipe Sukafu, composta por três alunos da PUCPR venceu a competição depois de ser constatado que o primeiro lugar não atendeu a algumas das exigências previstas no regulamento e também ao briefing passado aos competidores no início da JAM. Eles desenvolveram um jogo chamado Cartolaria,  que propõe a criação de um álbum de figurinhas compradas a partir do sistema de cartoletas – o dinheiro do fantasy game. Os três estudantes levaram pra casa minidrones e visitarão os Estúdios Globo no Rio de Janeiro e São Paulo.

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Foto: CyberStars Club

Grandes marcas como  Lojas Americanas, Saraiva, Uber, HyperX, Razer, Piticas, Casas Bahia, dazz, Dell e Samsung também marcaram presença na Brasil Game Show com lançamentos e apresentação de novos negócios voltados para o público gamer, lojas físicas com descontos em jogos, atividades e brindes especiais para os visitantes.

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Foto: CyberStars Club

Com um palco enorme separados para os eSports, tivemos o UNILoL que aconteceu (infelizmente) na quarta-feira (dia fechado para a imprensa) e as finais da Brasil Game Cup de Clash Royale, Dota2 e CS:GO feminino e masculino. E também lojinhas especiais para os times KeyD Stars e PaiN gaming.

E pra 2018?

Bom, na Brasil Game Show deste ano não tivemos barracos com youtubers, nem problemas grandes com filas na entrada, nem nenhum problema maior que dificultasse o divertimento. As filas para todas as atrações continua desanimadora e tenho certeza que as pessoas do sábado não conseguiram ver tudo e tiveram que selecionar prioridades pra escolher quais filas valiam a pena. Tivemos uma desenvolvedora indie que foi expulsa por problemas em contrato e espaço reservado, tivemos alguns casos de furtos e a triste notícia de que não há câmeras dentro do Expo Center Norte. =(

As comidas continuam abusadoramente caras e dessa vez adicionaram garçons que cobravam serviço, mas que não te avisavam disso, a surpresa vinha apenas na hora da cobrança (quero deixar claro que fui super bem atendida e não vejo problema em pagar o serviço pra alguém que me atendeu, mas estando dentro dum evento, fiquei surpresa com essa cobrança), vi muitas reclamações sobre valores da alimentação e do estacionamento no Twitter e concordo com boa parte delas. Esqueceram que a maior parte do público do evento ainda é de crianças e adolescentes e com um ingresso já não tão barato… dificultar a estadia deles no evento, só complica.

Brinquedos, camisetas e action figures são vendidas a um preço exorbitante e entendo que isso não depende da organização do evento, mas acho que permitir que lojas abusem de seus consumidores dentro do seu evento só traz más lembranças e a dúvida se vale a pena retornar no próximo ano.

Com alguns pontos ainda a melhorar a Brasil Game Show continua sendo o evento dominante de games, mas está abrindo espaço para que novos eventos se aproximem da qualidade, quando se fala em evento de jogos.

Em 2018 esperamos ainda mais novidades e que a BGS se supere uma vez mais!

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Designer, youtuber quando dá na telha, batgirl toda noite e durante o dia, garota gamer. Apaixonada por redes sociais, arte, escrita, comida e animais, todos com muito leite condensado, por favor.