Review | GLOW

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Glow é uma série original Netflix, com 10 episódios de 30 minutos cada, e criada por Liz Flahvile e Carly Mensch. A série teve um certo buzz na mídia porque envolveu Jenji Kohan no roteiro de um episódio, a criadora de Orange is The New Black.

Ruth (Alison Brie – Mad Man e Community), é uma atriz desempregada, que vive na Hollywood dos anos 80 e está em busca de um papel para pagar seu aluguel, afinal, ela não tem dinheiro nem para pagar a conta de gás.

Já cansada, e aceitando qualquer coisa, surge uma audição para o seriado GLOW sigla paraGorgeous Ladies of Wrestling (algo como “As Maravilhosas Mulheres da Luta”, em português). Wrestling nada mais é que uma luta livre, aquela luta coreografada, sabe? Bem fake e dramática.

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Então nós acompanhamos os bastidores de gravação da série sobre wrestling feminino. Mas as atrizes nunca lutaram, e algumas nem gostam de luta livre, o que vai ser um verdadeiro desafio para a maioria delas.

Com um elenco vasto e diversificado, Glow segue alguns moldes de Orange is The New Black: Mostra a busca por empoderamento, junta drama e comédia, e tenta nos apresentar um pouco a história de cada personagem.

Atente-se ao “tentando”. O roteiro não se aprofunda e a gente consegue se conectar no máximo com 3 ou 4 das 14 personagens. E alguns episódios são arrastados.

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Além disso, outro ponto  que me incomodou foi transformar a vítima em vilã e vice-versa. Ruth é melhor amiga de Debby (Betty Gilpin), uma atriz já conhecida e que desistiu de ser atriz, para se dedicar ao marido e ao bebê. Mas ela descobre que Ruth teve um caso com seu marido. Na trama, Ruth é vitimizada e a Debby se torna uma chata de galocha. Assim como o marido de Debby, que está errado na história, mas age como se tivesse algum direito.

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Apesar de tudo, é uma série divertida. As atuações são ótimas, principalmente a de Alison Brie, como Ruth, que é tremendamente convincente. E eu estava sentindo falta de assistir algo com episódios mais curtos.

O que mais atrai é o clima oitentista: as cores, collants, neons, glitter, cabelos mais montados, trilha sonora, etc.

Eu simplesmente estou amando esse clima mais old de algumas das séries da Netflix.

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Outros pontos fazem valer a pena assistir: a série é baseada em fatos reais; tem participação de lutadores profissionais; um episódio em homenagem à Chavo Guerrero; e também tem um episódio que inclui rap, onde as personagens se unem e é lindo de ver.

Glow foi renovada para uma segunda temporada, também de 10 episódios, mas não se sabe quando estreia.

Confira o trailer:

Nota: nota_1nota_1nota_1nota_2nota_2

Designer e bookstagrammer, apaixonada por literatura, teatro, cinema, videogames, fotografia, moda, rock and roll e vintage. E viciada em vídeos de gatinhos.