WP Extreme 1ª edição / Final CS:GO (Segundo dia)

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Olá pessoal, vim falar sobre o que acompanhei durante o segundo dia de WP Extreme em Maringá – PR, onde rolou a final do campeonato de CS:GO entre a KaBuM! Ilha da Macacada e a Play4Lan.

A primeira disputa da manhã foi pelo terceiro lugar, onde a LDDM ganhou da Pichau e-sports por W.O. Após a definição do terceiro lugar, os jogadores fizeram uma partida Mix no CS:GO com a narração de Tonello.

Terceiro lugar? Confirma. Partida Mix? Confirma.

Vamos falar da grande final:

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A disputa pelo prêmio foi de tirar o fôlego até daqueles que não entendem muito de Counter Strike. A galera da Play4Lan estava em peso, vibrando com cada round vencido pelos jogadores. Já a torcida da IDM estava em menor quantidade, o que não os impediu de torcerem pelo time.

 

 

Primeira partida

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Ao longo do primeiro jogo, o placar se manteve a favor da Ilha, que estava ganhando de 14 a 9. A Play4Lan, após a Pausa, mostrou que estava ali para ser respeitada. A cada round ganho a torcida ficava mais e mais animada. No fim, a Play4Lan fez um jogo impecável virando o placar para 16 a 14: “The comeback is real”.

 

 

Segunda partida

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A segunda partida foi de longe a mais tensa! A Ilha da Macacada estava ganhando de 10 a 5, levando a decisão para o terceiro mapa. Naquele momento os corações começaram a bater mais fortes. Play4Lan novamente dando a volta por cima, deixando o jogo empatado nos 12 a 12. A cada ponto marcado pela IDM, a Play4Lan fazia outro, empatando continuamente. As torcidas iam à loucura, gritavam, incentivavam, provocavam, sempre com os olhos colados nos telões. No final, tudo igual: 15 a 15.

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Após uma breve pausa para descanso, as equipes retornaram para o primeiro Overtime da partida. Onde os rounds foram TENSOS (E bote TENSO nisso!). A IDM abriu 2 a 0, mas a Play4Lan não ficou para trás e empatou o jogo: 3 a 3.

No segundo Overtime a Play4Lan começou ganhando, a torcida estava aflita com cada morte dos jogadores de ambos os lados. A Ilha abriu o 3 a 1 mas novamente (and again, and again…) a Play4 empatou.

Outra pausa e outro Overtime, aquele que seria o último. A Ilha chamou de novo
o 3 a 1 e adivinhem só? Não, não teve empate! Resultado? 4 a 1 para a KaBuM! IDM, levando a decisão para o terceiro e último jogo. (Pontuação final: 25 a 22 para a KBM IDM).

 

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No terceiro e último jogo nenhuma das equipes disparou na frente no placar. Estava tudo igual a todo momento, cada round ganho pela Play4Lan, a Ilha respondia com outro, 2×2, 4×4, 5×5, 8×8 e parou ali, no 8×8. Após o empate a Ilha da Macacada cansou de só responder aos rounds ganhos pela P4L e decidiu retribuir o gostinho do comeback para seus adversários: 10, 11, 12 x 9.

Fim de jogo, 16 a 10 para a Ilha da Macacada que levou para casa o primeiro lugar do campeonato WP Extreme!

Parabéns, KaBuM! Ilha da Macacada!13667_871pxFoto por: Igor Souza

 

Classificação:

1st – KaBuM! Ilha da Macacada

2nd – Play4Lan

3rd – LDDM Gaming

Além do campeonato de CS:GO, houve X1 de League of Legends com narração de gORDOx.


Pra fechar o segundo dia, conversamos com Gabriel Ghames, organizador do evento, que contou um pouco sobre sua história até ali. Espero que gostem!

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Fale um pouco sobre você

Bom, meu nome é Gabriel Ghames, tenho 21 anos. Comecei a trabalhar com esportes eletrônicos em 2013, onde enxerguei que o mercado de jogos estava em ascensão e era uma oportunidade bacana. A gente promovia eventos em São Paulo, minha primeira empresa foi a Global Games Club, que hoje é a liga universitária de League of Legends com o apoio da Riot, inclusive. E como eu nasci e vivo aqui em Maringá, a gente achou que era uma oportunidade bacana fomentar um mercado na cidade, criar esse cenário por aqui. E aí realmente enxergando esse cenário, essa oportunidade, começamos a impulsioná-lo através da WP Entertainment com esses eventos.

Com Maringá estando entre as 10 cidades empreendedoras, você acha que o cenário vai crescer aqui?

Eu acho que Maringá realmente tem muito potencial para todo tipo de empreendimento, e, como em qualquer outra cidade, tem muitos jovens. Só que aqui também é uma cidade universitária, então a gente ganha nesse ponto. Hoje é difícil vermos um jovem que não é apaixonado por games, que não joga videogame. Então temos muito público, mas esse público não está engajado. Então acredito que com essas iniciativas, com nosso segundo evento agora (com premiação de 5 mil reais, que é algo bem legal), sim, o mercado tem muito a crescer.

Qual foi seu primeiro contato com jogos?

Olha, isso é legal porque me faz lembrar até da infância. Eu sempre fui gamer, desde pequeno eu já jogava muito. Lembro que os jogos que eu gostava muito era “Drive Táxi” no Dreamcast e o “Residente Evil: Code Veronica”, eu era fissurado neles. Naquela época não tinha aquela coisa de pesquisar como passar aquelas etapas difíceis do jogo, era tudo na raça: pegar o dicionário e traduzir porque era tudo em inglês. E aí, até nesse momento, jogava casualmente. Foi então que percebi em 2013, que era realmente uma oportunidade de negócios. E foi onde lancei a Global Games Club.

Qual foi a maior dificuldade na organização do evento?

Organizar evento é sempre um processo delicado. As pessoas que estão assistindo enxergam o espetáculo como se fosse algo simples e rápido, mas eles não têm uma visão geral de como funciona, na verdade há todo um processo delicado por trás. Acredito que hoje, no Brasil – ainda mais no momento em que nós vivemos uma crise tanto política quanto econômica; a parte realmente mais difícil é a de capitação de recursos/conseguir vender patrocínio, por se tratar de um mercado novo em um momento em que as empresas estão se resguardando bastante. É difícil viabilizarmos financeiramente os projetos, então acho que essa é a maior dificuldade da organização do evento.


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22 anos, rio pretense, graduado em Serviço Social, viciado em comida japonesa e Dungeons&Dragons.