Review | Esquadrão Suicida

Estréia Esquadrão Suicida

Antes de ir ao cinema, tomei o cuidado de baixar todas as minhas expectativas ao mínimo, afinal depois de me decepcionar um tanto com Batman Vs. Superman, aprendi a baixar um pouco a bola quando se trata de heróis da DC no cinema. Vindo com um time formado por vilões, Esquadrão Suicida era a aposta da DC pra se livrar de tantos tomates podres que recebeu da última vez.

Viola Davis faz a sua entrada com a mesma pose de advogada que a gente vê em How To Get Away With Murder, como Amanda Waller que é quem recruta os membros da Força-Tarefa X. A apresentação de cada personagem acontece com sua própria trilha sonora e efeitos e conta um trechinho do passado de cada um: Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney, Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach). Pra manter tudo sob controle, Amanda conta com a ajuda de Rick Flag (Joel Kinnaman) e Katana (Karen Fukuhara).

Esquadrão Suicida

Sendo um filme todo composto por vilões você espera aquela dúvida, aquela divisão entre gostar ou não dos vilões, mas a história não colabora pra que isso aconteça. Todos são mostrados apenas como anti-heróis descolados e você não fica nem um pouco assustado ou com raiva dos vilões, logo no começo você já fica do lado “meta-humano” e se duvidar até coloca os humanos como vilões.

Will Smith no papel do pistoleiro, é o Will Smith em qualquer outro filme, ou seja, não é um vilão… ele é o mocinho e o ponto mais humanizado do Esquadrão. Arlequina ficou encarregada da maior parte do alívio cômico, representação de mulher frágil e dependente e também da parte “girl power” do filme, o que acaba sendo muita coisa pra uma personagem só e o filme pareceu girando um tanto demais em volta dela e muito pouco na história do filme em si.

Coringa (Jared Leto) que aparece em toda a comunicação do filme e sob o qual caia a maior parte do hype acabou sendo uma decepção. Não, não… não me entenda mal, Jared não é ruim, nem como ator, nem como Coringa. A história não dá espaço para que possamos realmente ver o personagem. Toda a história de amor entre Coringa e Arlequina é contada em flashs aleatórios e poderia facilmente ser retirada da trama sem que a história perdesse sentido. É um tempo muito curto de tela pra uma expectativa tão grande, fiquei ansiosa pra conseguir ver o Coringa de Jared em outros filmes já que nesse a história dele foi jogada “pra encher linguiça” ao que me parece.

Coringa - Jared Leto | Esquadrão Suicida

A trama se desenrola meio sem razões esclarecidas e de maneira muito rápida, em um segundo temos um ponto de luz e de repente a destruição mundial, tudo isso enrolado com uma Magia (Cara Delevingne) que não convence nem como boa moça, nem como doutora e muito menos como bruxa maligna que quer matar todo mundo. Algumas partes “malignas” chegam a ser cômicas de tão sem razão e mal planejadas que são.

Quando chegamos na reta final, há um laço entre os personagens que não foi suficientemente construído,  o filme gastou tempo demais com cenas de ação e acabou não conseguindo fazer os personagens criarem qualquer ligação que parecesse real. A sequência final é cheia de explosões, câmeras lentas, sacrifícios e momentos família (?) jogados um atrás do outro sem explicação ou motivação suficiente pra fazer você acreditar.

Terminei o filme com a sensação de que mais uma vez tivemos um grande título com grande potencial desperdiçado e fiquei com aquele gostinho de “poxa… podia ter sido tão melhor”, mas ainda assim, espero ansiosa uma oportunidade melhor de ver Jared como Coringa e (como boa fã do Batman) ainda tenho muitas esperanças para A Liga da Justiça.

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Designer, youtuber quando dá na telha, batgirl toda noite e durante o dia, garota gamer. Apaixonada por redes sociais, arte, escrita, comida e animais, todos com muito leite condensado, por favor.